Continuam as mortes nos poços a céu aberto em Esposende

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Continuam as mortes nos poços a céu aberto em Esposende

A Associação Cidadãos de Esposende já tinha denunciado no passado mês de março a existência de centenas de poços a céu aberto na união de freguesias de Belinho e Mar em Esposende, apesar das imagens chocantes e de várias reportagens nos principais canais de televisão nacionais os animais continuam a morrer, alguns em poços cuja localização é desconhecida pelas entidades.

No passado Domingo responsáveis da associação acompanharam alguns populares de Belinho e Mar que denunciaram dezenas de poços que não estão contabilizados nos 432 poços da lista oficial, encontrando vários animais mortos e em elevado estado de putrefação.

Na visita realizada, foi possível verificar poços com acesso fácil, junto a caminhos usados para passeios a pé ou bicicleta, acessos à praia e tendo inclusive encontrado poços “disfarçados” em pequenas construções de tijolo tentando o proprietário desta forma ocultar o perigo e a ilegalidade do poço.

Esta revolta na população de Belinho e Mar acentuou-se com a morte no passado dia 30 de julho de um homem de 69 anos, sacristão da Paróquia que foi encontrado morto num poço a céu aberto em Belinho, terreno do qual era proprietário.

Para os responsáveis da Associação Cidadãos de Esposende é prioritário conhecer a dimensão real dos poços a céu aberto não apenas em Belinho e Mar mas em todo o concelho de Esposende e parar com as mortes diárias de animais, alertando para o elevado número de declarações para baixa no registo de animais por morte ou desaparecimento.

A situação de Belinho e Mar tem merecido a maior atenção do SPENA – Serviço de Proteção da Natura da GNR, segundo a Associação Cidadãos de Esposende, os militares tem feito uma intervenção muito positiva no entanto a dimensão do problema requer provavelmente um reforço de meios.

 

Neste sentido, a associação vai endereçar nos próximos dias, um pedido à Ministra da Agricultura para que visite Esposende e verifique no local a gravidade da situação e um outro para o Ministro da Administração Interna fazendo ver a necessidade de reforçar os meios de intervenção.